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A lendária banda de Trashcore paulista D.O.S. – Deformação da Sociedade e Bandas Metallstein e JC Pactus se apresentam no icônico WOODSTOCK ROCK STORE

10/02/2026 00:41 Por Johann Peer
 A lendária banda de Trashcore paulista D.O.S. – Deformação da Sociedade e Bandas Metallstein e JC Pactus se apresentam no icônico WOODSTOCK ROCK STORE

Formada no final dos anos 80 e início dos 90, a D.O.S. – Deformação da Sociedade nasceu como resposta direta à violência urbana e às injustiças sociais, transformando revolta em um crossover agressivo e politizado. Idealizada por Edson Khaos após vivenciar um episódio traumático de violência contra uma mulher, a banda surge como um manifesto sonoro voltado à denúncia da opressão e ao enfrentamento de um sistema corrompido. Ao longo de mais de três décadas, o grupo atravessou diversas formações e fases, mantendo-se ativo no underground paulista e consolidando sua identidade entre o hardcore, thrash e punk crossover. Passagens marcantes incluem apresentações no Hangar 110, participação em coletâneas e festivais independentes, além de lançamentos como Deformação da Sociedade, Prenúncio do Caos, Feminicídio e Acertos de Conta, sempre abordando temas como violência contra a mulher, opressão sistêmica e colapso ético das estruturas de poder. Em 2026, a D.O.S. retorna com nova formação — Edson Neves (vocal), Diego Barreto (guitarra), Daniel Gobbo de Souza (baixo) e Vander (bateria) — reafirmando seu compromisso com uma música direta, crua e engajada. Musicalmente marcada por riffs cortantes, bateria seca e vocais rasgados, a banda mantém faixas emblemáticas como “Happy Die” e uma discografia distribuída em mais de 100 plataformas digitais. Mais do que uma banda, a D.O.S. se posiciona como trincheira cultural: não busca consenso, mas confronto. Com uma trajetória profundamente ligada à resistência social, segue como uma das vozes mais coerentes do underground brasileiro, usando o crossover como ferramenta política, social e humana — uma música feita não para distrair, mas para despertar.

D.O.S. – Deformação da Sociedade: quando o crossover vira denúncia e resistência

Do caos urbano ao grito coletivo: mais de três décadas transformando indignação em música extrema.

Nascida entre becos violentos, silêncios cúmplices e estruturas sociais em colapso, a D.O.S. (Deformação da Sociedade) não é apenas uma banda — é um manifesto sonoro. Forjada no final dos anos 80 e início dos 90, a trajetória do grupo atravessa décadas de mudanças políticas, culturais e musicais sem jamais abandonar sua essência: confrontar a opressão, denunciar injustiças e amplificar vozes silenciadas através de um crossover brutal e consciente.

Em 2025, a D.O.S. retorna com formação renovada e a mesma fúria que a fez nascer. Ame ou odeie: eles não vão se calar.

A gênese da D.O.S. está diretamente ligada a uma experiência traumática vivida por seu fundador, Edson Khaos. Após deixar sua antiga banda — onde atuava como baixista — Edson testemunhou uma agressão brutal contra uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O Justiceiro, encontrou na música o canal para transformar revolta em ação. Ali surgia a essência da D.O.S.: uma banda criada para denunciar as mazelas sociais e enfrentar um sistema corrompido.

A formação original contou com Mauro (vocal), Edson Khaos (baixo), Claudomiro e André (guitarras) e Val (bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André migra para o baixo, e a sonoridade passa a incorporar influências do crossover hardcore finlandês, somadas à agressividade do thrash americano e alemão.

Os anos 90 foram marcados por pausas e reformulações. Em 1999, sob nova liderança com Rodrigo Artourios e Juliana, a banda retorna mergulhando em um hardcore mais cru e direto, consolidando presença no underground paulista, com apresentações no Hangar 110 e destaque na revista Metal Head.

Em 2011, Edson Khaos reassume o comando, motivado pela constatação de que as injustiças que o impulsionaram nos anos 80 permaneciam intactas. Com Diego (guitarra), Danielson (baixo) e Wander (bateria), lançam em 2012 o álbum Deformação da Sociedade e, em 2013, o EP Prenúncio do Caos. Em 2014, dividem palco com a lendária Salário Mínimo.

A banda passa por diversas formações, incluindo músicos como Dogma (ex-Soldado Nuclear), Thiago (ex-Extreme Hate) e o retorno de Val à bateria. O trio Edson, Claudomiro e Val mantém vivo o som combativo por um período importante.

Em 2017, durante o show “Calvário”, Daniel ingressa na banda, trazendo sua noiva Vania para o baixo. A D.O.S. participa de eventos como Crash Church, Independência Fest Rock e Festival Fim do Mundo, além de integrar a coletânea Cristo Suburbano Vol. 5. Nesse ciclo, lançam o EP Feminicídio, reforçando o engajamento com pautas urgentes.

Após novo hiato, o grupo ressurge em 2022 com o EP Acertos de Conta, ao lado de Walter (guitarra), Wagner (baixo) e Léo (bateria), todos ex-Porão 9. Em 2023, seguem ativos com Daniel, Josias e Déo, participando de eventos como Refúgio Moriah e Refúgio do Rock. Dessa fase nasce o projeto paralelo Couraça da Justiça.

Agora, em 2026, a D.O.S. retorna mais afiada do que nunca:

Edson Neves (vocal), Diego Barreto (guitarra), Daniel Gobbo de Souza (baixo) e Vander (bateria) formam a nova linha de frente.

Análise / Crítica técnica:

Musicalmente, a D.O.S. constrói seu discurso através de riffs cortantes, bateria seca e vocais rasgados que dialogam com o hardcore, thrash e punk crossover. Não há espaço para ornamentos: o som é direto, agressivo e politizado.

A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da banda, figurando em coletâneas como Cooperativa Punk e Cristo Suburbano, extrapolando seus próprios lançamentos.



As letras abordam temas como:



• Violência contra a mulher

• Opressão sistêmica

• Colapso ético das estruturas de poder

A discografia distribuída pelo selo Rádio Word — presente em mais de 100 plataformas digitais — inclui:

1) FEMINICÍDIO – EP. – Link: https://found.ee/doscrossover_feminicdio

2) FEMINICÍDIO II – EP - Link: https://distribuasuamusica.lnk.to/Feminicidio-II

3) Prenuncio do Caos – EP – Link: https://found.ee/doscrossover_prennciodocaos

4) Denunciando as Mazelas da Sociedade – CD. – Link:

https://found.ee/doscrossover_denunciandoasmazelasdasociedade

Cada lançamento reafirma o compromisso da banda com uma arte que incomoda, provoca e exige posicionamento.

Entrevistas / Contexto

Para Edson Khaos, a D.O.S. sempre foi mais do que música:

“As injustiças continuam as mesmas. O que mudou foi a forma como tentam silenciar quem denúncia. A banda existe porque o sistema ainda falha com os mais vulneráveis.”

Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas neutralizadas pelo mercado, a D.O.S. se mantém como uma trincheira cultural.

Eles não fazem trilha sonora para distração. Fazem para despertar.

A D.O.S. não busca consenso. Busca confronto.

Com mais de três décadas de história, múltiplas formações e uma obra profundamente engajada, o grupo segue como uma das vozes mais coerentes do underground brasileiro. Seu crossover não é apenas estilístico — é político, social e humano.

Em 2025, enquanto muitos se calam, a D.O.S. grita.

Ame ou odeie!

O D.O.S. é o terror do Papa Leão XIV.

E eles não vão parar.



Dia 21/02 A partir das 15:00

WOODSTOCK ROCK STORE

Endereço: Rua Dr. Falcão Filho 155, São Paulo, SP - CEP: 01007-010

Telefone: (11) 3101-7297

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